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Na carteira tenho mais tempo do que no extrato do INSS

A carteira quase nunca está errada. Ela registra o contrato, e o extrato registra o que foi informado ao INSS — e essas duas coisas divergem com frequência.

Revisado em 8 de setembro de 2026

A conta que não fecha

É uma das frases mais repetidas por quem abre o extrato do INSS perto de se aposentar: na carteira de trabalho há um número, no CNIS há outro, menor. Sete anos de diferença, às vezes mais.

A carteira quase nunca está errada. O que acontece é que a carteira registra o contrato, e o extrato registra o que foi informado ao INSS — e essas duas coisas divergem com uma frequência que surpreende.

Como conferir de verdade

Esqueça o total. Faça assim:

  1. Liste, da carteira, cada contrato: nome da empresa, data de admissão, data de saída
  2. Baixe o extrato do CNIS no Meu INSS com a opção de incluir remunerações marcada
  3. Para cada contrato da carteira, ache o correspondente no extrato
  4. Compare três coisas: a data de entrada, a data de saída, e se há alguma marcação ao lado

A diferença vai aparecer em um destes lugares — e cada um tem uma solução diferente.

O que você vai encontrar

O vínculo existe, mas sem data de saída

O mais comum. O emprego está lá, aberto. O INSS não conta até a data real da sua saída. Prova: a baixa na carteira, a rescisão (TRCT) e o extrato analítico do FGTS, que sai no aplicativo da Caixa e mostra a data do último depósito.

O vínculo não existe no extrato

Some inteiro. Acontece com registro antigo, empresa que fechou, ou período anterior à informatização. Aqui a prova documental é tudo.

O vínculo existe, mas com data de admissão diferente

O INSS registrou o início depois do real — às vezes porque a data não bate com o período em que a empresa constava ativa no cadastro. Você perde os primeiros meses.

O vínculo está certo, mas os salários estão menores

Esse não muda o tempo, muda o valor. E é o mais silencioso: ninguém percebe olhando datas. Só aparece comparando o extrato com os holerites, mês a mês.

Os documentos que resolvem

Na ordem em que o INSS aceita melhor:

Onde pedir a correção

No Meu INSS (gov.br/inss ou aplicativo), em Novo Requerimento > Acerto de Vínculos e Remunerações. É gratuito e não precisa de advogado.

Se o vínculo era de carteira assinada e a empresa ainda existe, vale pedir a ela a correção no eSocial em paralelo — a declaração que o empregador envia ao governo não fica acessível a você, então quem retifica é a empresa, e ela é obrigada a fazer isso.

Se a empresa fechou e faltar documento, existe a Justificação Administrativa, pedida dentro do próprio requerimento: é quando o INSS ouve testemunhas para completar a prova. Para isso é preciso ter ao menos um documento da época.

Negado, cabe recurso gratuito pelo próprio Meu INSS ao Conselho de Recursos da Previdência Social.

A ExataPrev é uma empresa privada, sem vínculo com o INSS ou com o governo federal. Fazemos análise técnica do extrato que você mesmo baixa no Meu INSS. Não somos escritório de advocacia e não atuamos em processo: caso judicial, tempo especial e tempo rural contestado pedem um advogado.