Meu tempo de contribuição diminuiu: por que isso acontece
Na maioria dos casos o tempo não sumiu: ele está no extrato, mas não está sendo contado. São coisas diferentes, e cada uma tem uma solução.
Revisado em 8 de setembro de 2026
Não foi você que errou a conta
A queixa é sempre parecida: a pessoa somava os anos pela carteira de trabalho, abriu o extrato do INSS pela primeira vez e viu um número menor. Às vezes bem menor.
Na esmagadora maioria dos casos, o tempo não sumiu — ele está no extrato, mas não está sendo contado. É uma diferença importante, porque muda completamente o que você precisa fazer.
As seis razões, da mais comum para a menos
1. O vínculo está sem data de saída
O emprego aparece no extrato, mas em aberto. Quando isso acontece, o INSS não sabe onde aquele período termina — e costuma contar até a última data que tem certeza, não até a sua saída real. Um emprego de oito anos pode entrar como dois.
2. Meses travados por salário abaixo do mínimo
Mês em que você recebeu menos que o piso — porque entrou no meio do mês, teve jornada reduzida ou trabalhou parcial — fica bloqueado desde a reforma de 2019. Bloqueado significa que não conta, nem para o tempo nem para o valor.
3. Contribuição paga que não consta
Carnê, GPS ou DAS pagos que nunca apareceram no extrato. Costuma ser código de recolhimento errado, NIT duplicado, ou período anterior à informatização.
4. Vínculo registrado fora do prazo
Quando a empresa informou o registro atrasado, o INSS marca o período e pode não reconhecê-lo sem comprovação documental. Nesse caso, o vínculo inteiro sai da contagem — não uma parte dele.
5. Alíquota reduzida
Quem contribuiu como MEI (5%) ou como contribuinte individual pelo plano simplificado (11%) tem esses meses contando para a aposentadoria por idade, mas não para as regras que exigem tempo de contribuição — a menos que complemente a diferença.
6. Períodos que se sobrepõem
Se você teve dois empregos ao mesmo tempo, o tempo não dobra. O INSS conta o período uma vez só. Quem soma as carteiras separadamente chega a um número maior do que o legal.
O erro que quase todo mundo comete ao conferir
Comparar o total. O total do extrato com o total que você calculou.
Isso não serve para nada, porque não diz onde está a diferença. O que funciona é conferir período por período: pegue cada emprego da carteira e procure o correspondente no extrato, olhando data de entrada, data de saída e se há alguma marcação ao lado.
É trabalhoso, e é assim que se descobre que a diferença de sete anos era um vínculo em aberto e trinta meses travados — duas coisas com soluções diferentes.
Baixe o extrato do jeito certo
Um detalhe que faz diferença: no Meu INSS, ao gerar o Extrato de Contribuição (CNIS), marque a opção de incluir as remunerações antes de baixar o PDF.
Sem os salários mês a mês, você vê os vínculos mas não vê quanto foi recolhido em cada competência — e é isso que revela os meses travados e os valores menores do que o holerite mostra.
Por que resolver antes de dar entrada
A média que define o valor da sua aposentadoria é fechada com o que estiver no extrato no dia do pedido. Depois da concessão a correção ainda cabe, mas só por pedido de revisão — que é mais lento e mais incerto.
Resolver antes é a diferença entre corrigir um cadastro e disputar uma revisão.
A ExataPrev é uma empresa privada, sem vínculo com o INSS ou com o governo federal. Fazemos análise técnica do extrato que você mesmo baixa no Meu INSS. Não somos escritório de advocacia e não atuamos em processo: caso judicial, tempo especial e tempo rural contestado pedem um advogado.