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Vínculo sem data de saída no extrato do INSS

Vínculo em aberto não é contado até a sua saída real, e sim até a última competência que o sistema tem certeza. Um emprego de dez anos pode entrar como três.

Revisado em 8 de setembro de 2026

O emprego está lá. Só que sem fim.

No extrato do INSS o vínculo aparece com a data de entrada, o nome da empresa — e a coluna da data de saída vazia. Para quem olha rápido, parece até bom: o emprego está registrado.

O problema é o que o INSS faz com isso na hora de contar. Vínculo em aberto não é contado até a sua saída real. Ele é contado até a última competência que o sistema tem certeza — normalmente a última remuneração declarada pela empresa.

Um emprego de dez anos cuja empresa parou de declarar no terceiro pode entrar na sua contagem como três.

Por que isso acontece

Esse último caso importa: se o vínculo em aberto é do seu emprego atual, não há nada a corrigir. O extrato está certo.

A escada de provas

Na ordem em que resolve mais rápido:

  1. Carteira de trabalho com a baixa anotada, sem rasura. É a prova mais direta.
  2. Rescisão (TRCT). É o documento que fixa a data de saída, e o que o INSS mais aceita.
  3. Extrato analítico do FGTS, no aplicativo FGTS da Caixa. Mostra a data do último depósito — que é, na prática, a data em que o contrato terminou.
  4. Aviso prévio e o recibo das verbas rescisórias.
  5. RAIS ou CAGED, quando a empresa não existe mais e você não tem os documentos.

Você não precisa de todos. Um bom já resolve; dois tornam o pedido difícil de recusar.

Onde pedir

Meu INSS > Novo Requerimento > Acerto de Vínculos e Remunerações, anexando o que tiver e pedindo o encerramento do vínculo na data correta. É gratuito.

Se a empresa ainda existe, peça em paralelo que ela corrija no eSocial. A declaração do empregador não fica acessível a você — quem retifica é a empresa, e ela é obrigada a fazer isso.

Se a empresa fechou e você não tem papel nenhum

Existe a Justificação Administrativa, pedida dentro do próprio requerimento: o INSS ouve testemunhas para completar a prova. Mas ela não parte do zero — é preciso ter ao menos um documento da época para ancorar o depoimento.

Por isso vale procurar antes: uma anotação na carteira, um holerite solto, um extrato do FGTS. Qualquer papel daquele período muda o que é possível.

Resolva antes de dar entrada

Um vínculo em aberto costuma ser o item que mais tempo devolve num extrato — e é também dos mais simples de corrigir, porque a prova geralmente existe.

Depois da concessão, corrigir isso vira pedido de revisão: mais lento, mais incerto, e com o benefício já sendo pago pelo valor menor.

A ExataPrev é uma empresa privada, sem vínculo com o INSS ou com o governo federal. Fazemos análise técnica do extrato que você mesmo baixa no Meu INSS. Não somos escritório de advocacia e não atuamos em processo: caso judicial, tempo especial e tempo rural contestado pedem um advogado.