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Burnout e INSS

O esgotamento causado pelo trabalho é uma condição reconhecida. E, quando o INSS reconhece a ligação com o trabalho, os direitos mudam bastante.

Revisado em 28 de setembro de 2026

Esgotamento causado pelo trabalho

A síndrome de burnout é o esgotamento físico e mental provocado por estresse crônico no trabalho: metas impossíveis, jornadas longas, pressão constante, assédio. Não é fraqueza nem "cansaço normal" — é uma condição reconhecida.

Na classificação de doenças, aparece como Z73.0 na CID-10 e ganhou código próprio, QD85, na CID-11, como fenômeno ligado ao trabalho. E a lista brasileira de doenças relacionadas ao trabalho, atualizada pela Portaria GM/MS 1.999/2023, reforça essa ligação.

Por que isso muda os direitos

Quando o INSS reconhece que o afastamento tem relação com o trabalho, o benefício sai como acidentário (B91), e não como comum (B31). A diferença é grande:

Veja espécies de benefício.

Como mostrar a relação com o trabalho

Na perícia

Como em toda doença psiquiátrica, o que decide é mostrar a incapacidade para o trabalho, e não só o diagnóstico: o que você deixou de conseguir fazer, desde quando, e o tratamento em curso. As orientações estão em depressão e INSS e em como se preparar para a perícia.

Se o benefício sair como comum

É possível pedir a conversão para acidentário, por recurso ou na Justiça. Se for negado, veja auxílio-doença negado.

Além do INSS

O burnout causado pelas condições de trabalho também pode gerar pedido de indenização contra a empresa, na Justiça do Trabalho. É uma discussão separada da previdenciária, para tratar com um advogado trabalhista.

A ExataPrev é uma empresa privada, sem vínculo com o INSS ou com o governo federal. Fazemos análise técnica do extrato que você mesmo baixa no Meu INSS. Não somos escritório de advocacia e não atuamos em processo: caso judicial, tempo especial e tempo rural contestado pedem um advogado.